Superação da miséria - José Cristian Góes
Os longos anos de dominação política e econômica em Sergipe produziram a riqueza para alguns poucos, a sedimentação de esquemas corruptos de meia dúzia de famílias no poder e principalmente o financiamento público das vidas privadas. A separação entre público e privado quase não existe e isso tem reflexo direto na distância lunar entre os mais ricos e os mais pobres em Sergipe.
Um dos graves problemas que precisa ser superado é o grau de miserabilidade em comunidades em todos os cantos de Sergipe, seja na capital da “qualidade de vida” ou no mais distante povoado. Não é admissível que Sergipe tenha a maior renda per capita do Nordeste, uma das maiores do Brasil, mas ao mesmo tempo carregue quase metade de sua população vivendo na pobreza.
Os números são oficiais. Num estudo patrocinado pelo próprio Governo do Estado, de fevereiro de 2009, aparecem no menor estado da federação quase 30 mil crianças entre 5 e 15 anos que são obrigadas a trabalhar. Em Sergipe, o número de crianças e adolescentes fora da sala de aula é bem maior do que aquele que está matriculado.
Enquanto no Brasil a média de ocupação de jovens entre 15 e 17 anos que freqüenta a escola (ensino médio) é de quase 48%, aqui em Sergipe esse índice é de apenas 29%. Nossos jovens não estudam. Sergipe é o sétimo estado brasileiro em número de analfabetos. No município de Nossa Senhora Aparecida, metade da população é analfabeta. A “capital de qualidade de vida” carrega o vergonhoso índice de 10% de analfabetos.
A prova de que esse “desenvolvimento” de Sergipe é uma falácia e continua sem apresentar mudanças de rota é que o menor estado do Brasil é o campeão de número de indigentes. Os números apontam que temos 21,1% da população vivendo com menos de R$ 95 por mês. São mais de 430 pessoas nessa condição de indigência. É vergonhoso ainda ter um estado rico como Sergipe 46,6% da população em situação de pobreza, isto é, quase 1 milhão de pessoas que têm rendimento mensal inferior a R$ 190,00.
Mas ao mesmo tempo em que carregamos um contingente enorme de excluídos, entre 2002 e 2006, o PIB per capita anual de Sergipe (que faz a relação entre as riquezas produzidas e a sua população) passou de R$ 4,2 mil para R$ 4,5 mil por pessoa, um dos destaques positivos do Nordeste.
Resolve-se esses graves problemas da noite para o dia? Em um mandato de quatro anos? Em dois? Claro que não. Isso é um processo constante e lento, mas que precisa de ações fortes e determinadas de Estado que contrariam interesses políticos eleitorais imediatos e que talvez este governo não tenha vontade de contrariar. Uma pena.E assim continuaremos a assistir ao espetáculo da propaganda eleitoral cotidiana, dos factóides montados para criar alguma sensação de “novo”, que até convencem a maioria, mas que, na prática, perpetuam um estado profundamente injusto. Até quando?
Pau que nasce torto nunca se direita
ResponderExcluirno meu ponto de vista as pessoas que nascem torto nunca se direita. se aquela pessoa errar é humano e se permanesse no erro é uma pessoa que nao pensa pessoas sem valor que aceita tudo que é errado para si mesmo; mas de acordo com o tempo as pessoas vai procurando a refletir o que é certo e errado para si mesmo.
Essas pessoas vao analisar para saber o que é Importante para si mesma.
Aluna: Sara Gois Melo
Serie:1 Ano Turma:H